ATRASO NO DIAGNÓSTICO DE MALÁRIA NO AMAZONAS EM 2021: UM ESTUDO COM ANÁLISE DE SOBREVIVÊNCIA ESPACIAL

Autores

  • Theo Nascimento Escola Nacional de Ciências Estatísticas – IBGE
  • Maria Luíza Guerra de Toledo Escola Nacional de Ciências Estatísticas – IBGE
  • Ana Carolina Soares Bertho Escola Nacional de Ciências Estatísticas - IBGE

Resumo

Segundo a OMS, no mundo, 430 mil pessoas morrem de malária por ano. Entre elas, 70% são crianças com menos de 5 anos. No Brasil, em torno de 95% dos registros da doença são na Região Amazônica, sendo que em 2021, 42% desses foram notificados somente no estado do Amazonas. Quando o indivíduo demora para procurar ajuda médica, a doença pode se desenvolver para quadros mais complexos, levando em alguns casos à morte. No Brasil, especialmente nas zonas rurais, esse cenário de demora na procura por atendimento médico é extremamente comum. Nesse contexto, este trabalho buscou entender a dinâmica que leva à demora no diagnóstico no Amazonas, utilizando dados de registros de infecções em todo o ano de 2021. Para este fim, foi utilizado um modelo de Cox com uma estrutura de fragilidades. Estudou-se a associação dos fatores faixa etária, sexo, escolaridade, raça e espécie do parasita da infecção e o tempo para receber o diagnóstico da malária, levando-se em considerando a distribuição espacial. Os resultados obtidos apontam que jovens e indígenas analfabetos recebem diagnóstico consideravelmente mais rápido que o resto da população. As variáveis sexo e espécie do parasita não tiveram influência importante no tempo de diagnóstico.

Downloads

Publicado

2026-11-06

Edição

Seção

Artigos Regulares RBE